O presidente peruano Alberto Fujimori informou ontem de Tóquio sua intenção de voltar diretamente ao Peru, em data ainda não determinada, e que estuda a possibilidade de ser cabeça de chapa nas próximas eleições do Congresso, em abril do ano que vem.
Fujimori rechaçou em entrevista por fax qualquer possibilidade de pedir asilo, assegurando que sua viagem a Brunei não foi nenhum segredo, tratando-se de uma reunião importante para o Peru como novo membro do Apec. Assinalou que ‘‘é provável que estenda minha presença no Japão para continuar outros contatos com autoridades deste país’’.
Fujimori chegou ontem de manhã a Tóquio, depois de assistir, em Brunei, à reunião de cúpula do Fórum Ásia-Pacífico de Cooperação Econômica (Apec), anunciou a mídia japonesa no dia seguinte à divulgação de rumores, desmentidos por Lima, sobre uma eventual fuga de Fujimori para a Malásia.
O ministério japonês das Relações Exteriores e a embaixada do Peru se negaram a comentar a visita de Fujimori, mas a embaixada divulgou um comunicado da Secretaria do presidente, com data de 15 de novembro.
‘‘Após a conclusão da reunião do Apec, o presidente Fujimori voará para Tóquio, para cumprir uma série de encontros com autoridades japonesas e negociar uma linha de crédito com o objetivo de equilibrar o orçamento do exercício fiscal 2001’’, diz o texto.
Fujimori chegou a Tóquio vindo da Malásia e havia programado voar para o Panamá à tarde. No entanto, o ministro panamenho das Relações Exteriores, José Miguel Alemán, anunciou que Fujimori havia cancelado sua participação na reunião de cúpula ibero-americana, que acontece no país.
Em Lima, correram rumores de que o presidente peruano pediria asilo na Malásia, o que foi desmentido anteontem pelo ministro da Justiça, Alberto Bustamante. No mesmo dia, o ministro malaio do Exterior, Syed Hamid Albar, disse em uma entrevista coletiva à imprensa que seu país ‘‘não tinha conhecimento de tal possibilidade’’.

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