Fujimori quer recrutamento
Ansa
De Lima
O presidente peruano, Alberto Fujimori, quer ter o poder de ordenar um recrutamento militar extraordinário para enfrentar situações que possam afetar a segurança nacional, como, segundo afirmou ontem em Lima, a eventual presença da guerrilha colombiana na fronteira.
Fujimori esclareceu que não há perigo de guerra com nenhum país vizinho (Equador, Colômbia, Brasil, Bolívia e Chile), mas se disse preocupado com a situação na Colômbia.
O que aconteceria se houvesse uma pressão de qualquer tipo, suponhamos militar, contra os elementos das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)? Até onde iriam?, perguntou-se o chefe de Estado.
Não iriam para Bogotá, viriam para a zona onde têm mais facilidades, viriam para a fronteira, respondeu o mesmo Fujimori.
O presidente havia ordenado no começo do ano o reforço militar na extensa fronteira com a Colômbia, marcada pelo rio Putumayo, no noroeste do país.
Agora ele propôs incluir na lei de Serviço Militar uma disposição que autorize o recrutamento extraordinário obrigatório.
Fujimori já havia feito referência ao eventual ingresso de guerrilheiros colombianos no Peru no ano passado no Colégio Interamericano de Defesa.
Em outra ocasião, ele criticou indiretamente o presidente colombiano, Andrés Pastrana, por suas tentativas de negociação de paz com a guerrilha. Para Fujimori, com os terroristas não cabe nenhum diálogo.





