Fujimori inicia terceiro mandato
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quinta-feira, 27 de julho de 2000
France Presse De Lima 
O presidente do Peru, Alberto Fujimori, iniciará hoje seu terceiro mandato consecutivo, de cinco anos, quando fizer o juramento no Congresso Nacional, na presença dos presidentes do Equador, Gustavo Noboa, e da Bolívia, Hugo Banzer, além de 10 vice-presidentes e cinco chanceleres.
Assistirão à cerimônia de posse os vice-presidentes de Brasil, Espanha, Guatemala, El Salvador, Honduras, Colômbia, Cuba, Chile, Venezuela e Uruguai.
Os Estados Unidos estarão representados por seu embaixador no Peru, John Hamilton, que adiantou que o governo americano está disposto a trabalhar com Fujimori sempre e quando ele promover uma reforma democrática. O Japão enviará o ex-ministro das Finanças Hiroshi Mitsuzuka.
Por vários motivos, os chefes de Estado latino-americanos optaram por não assisitir à cerimônia, atitude interpretada nos meios políticos como um sinal de isolamento internacional após a criticada reeleição de Fujimori.
À ausência dos presidentes de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Panamá, Paraguai, Uruguai e Venezuela se soma a do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gaviria.
Curiosamente, os governos que hoje dão as costas a Fujimori são os mesmos que o apoiaram quando a OEA discutiu, em sua assembléia geral em junho passado, a possibilidade de aplicar sanções contra o Peru pelas irregularidades nas eleições.
Na ocasião, os Estados Unidos lideraram o pedido de sanções, baseando-se no relatório da missão de observadores da OEA no Peru. A organização se recusou a fiscalizar a votação de maio, que não seguiu as normas internacionais.
No entanto, desde a vitória de Fujimori Washington vem adotando um perfil pragmático, mostrando sua disposição de trabalhar com o governo reeleito.
O presidente do Peru dará início ao seu terceiro mandato sob a tutela da OEA, que criou uma secretaria permanente em Lima a cargo do chanceler dominicano Eduardo Latorre.
A pressão pela democratização do Peru adquiriu dimensões maiores quando os chanceleres do G-8, reunidos no Japão este mês, recomendaram que Lima cumprisse as propostas apresentadas pela OEA. Ontem, opositores fizeram em Lima manifestações contra o governo de Alberto Fujimori.


