Fujimori garante que negociações avançam
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 1997
Reuter 
LIMA - O presidente peruano, Alberto Fujimori, anunciou ontem que as negociações com os líderes do comando sequestrador do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) - que desde 17 de dezembro mantém 72 reféns na residência do embaixador do Japão em Lima - estão avançando, sem que o governo tivesse de ceder em suas posições. Em entrevista à agência de notícias japonesa Kyodo, Fujimori recordou que as últimas negociações tiveram caráter apenas preliminar, mas disse estar otimista em relação a uma solução pacífica para a crise. Não posso revelar o conteúdo das conversações agora, mas o fato de elas continuarem ocorrendo com frequência é muito positivo, declarou o presidente.
Na véspera, o líder do comando guerrilheiro, Néstor Cerpa Cartolini, e o negociador do governo, Domingo Palermo, conversaram por quase quatro horas numa casa próxima à mansão tomada pelo MRTA. Os três membros na comissão mediadora - o arcebispo de Ayacucho, um representante da Cruz Vermelha e o embaixador do Canadá - também participaram do encontro. No final da reunião, Cerpa, que havia deixado a residência do embaixador do Japão pela primeira vez desde o início do sequestro, declarou que as partes tinham alcançado progressos substanciais, mas não deu mais detalhes.
O MRTA quer a libertação de mais de 400 militantes do grupo presos no Peru mas o governo considera a exigência inaceitável, concordando apenas com a partida para o exílio dos integrantes do comando que estão na mansão.
Hebe de Bonafini, líder do grupo argentino de defesa dos direitos humanos Mães da Praça de Maio, chegou ontem a Lima para tentar mediar um acordo entre o MRTA e o governo, a convite dos guerrilheiros. Na véspera, Fujimori havia rejeitado a inclusão do grupo na comissão de mediação.


