LIMA - O presidente peruano, Alberto Fujimori, e o primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto, vão se reunir sábado em Toronto, no Canadá, para discutir a crise dos 72 reféns que estão em poder de rebeldes na residência do embaixador do Japão em Lima desde 17 de dezembro.
Hashimoto, que nos últimos dias manifestou sua preocupação com as manobras militares nas vizinhanças da sede diplomática, confirmou o encontro ontem, acrescentando que viajará para a cidade canadense amanhã e voltará para Tóquio no domingo.
‘‘O presidente Fujimori afirmou que deseja discutir a situação com o governo do Japão o mais breve possível’’, informou o primeiro-ministro a jornalistas. Cumprindo uma formalidade imposta pela Constituição japonesa, um pedido para que o governante deixe o Japão foi enviado ontem ao Parlamento (Dieta).
Pelas convenções internacionais, a área onde se localiza a mansão do embaixador japonês está sob a soberania de Tóquio. Entre os reféns, além do embaixador Morihisa Aoki, há cerca de 20 cidadãos japoneses.
De acordo com as explicações oficiais de Tóquio e Lima, o Canadá foi escolhido como local do encontro por ter sido um dos primeiros países que se dispuseram a mediar a crise.
Alguns analistas, porém, viram na escolha de Toronto uma forma sutil de os japoneses manifestarem sua desconfiança em relação ao governo peruano. Para eles, uma reunião em Lima seria mais proveitosa, além de evitar que Fujimori fosse obrigado a deixar o país num momento de crise.
Na frente da residência, a polícia voltou ontem a provocar os rebeldes, usando alto-falantes para tocar marchas e dobrados militares.

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