Manágua - A Frente Sandinista de Liberação Nacional (FSLN, oposição de esquerda) celebra hoje o 25º aniversário da revolução popular que, em 1979, derrubou a ditadura de Anastasio Somoza, esperando reunir no evento 100 mil pessoas, segundo seus organizadores.
Os sandinistas preparam os festejos em meio a uma polêmica sobre a comemoração, pois alguns nicaraguenses consideram que a revolução fracassou em seus objetivos de conseguir uma vida melhor para a Nicarágua, país que se enfrenta 70% de pobreza e 53% de desemprego.
O ato central de hoje será precedido por uma missa na catedral de Manágua, celebrada pelo cardeal Miguel Obando ''em memória aos mortos da luta armada, tanto na guerrilha antes da queda de Somoza, como os que caíram na guerra da década de oitenta'', afirmou à AFP o líder sandinista Tomás Borge.
O secretário geral do FSLN, o ex-presidente Daniel Ortega (1979-1990), será o orador principal e anunciará uma série de mudanças dentro o partido para recuperar ''a moral e a mística revolucionária'', num evento orçado em cerca de 150 mil dólares.

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