Ao contrário de Buenos Aires, que sofreu dois atentados entre 94 e 96 (com 107 mortos), as cidades fronteiriças entre Brasil e Paraguai nunca registraram ações terroristas. A PF de Foz do Iguaçu confirmou não ter recebido qualquer ordem para investigar a comunidade árabe local com relação aos atentados ocorridos nos EUA. A informação foi prestada ontem pelo delegado-chefe da PF em Foz, Joaquim Cláudio Figueiredo Mesquita. ''Também não temos qualquer processo que conste árabes envolvidos em atentados'', resumiu Mesquita, desmentindo os boatos sobre possíveis solicitações do FBI para identificar suspeitos na região.

O FBI, juntamente com a Interpol, apresenta todos os anos ''Estatísticas Internacionais de Crimes'', relatórios onde são descritos países e regiões do planeta onde estariam ocorrendo ações de narcotraficantes, terroristas, contrabandistas de armas e mafiosos. Segundo estes levantamentos, Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai, são consideradas ''focos suspeitos e locais de possíveis conexões'' entre os principais grupos extremistas do Oriente Médio, entre eles o Hesbolah e o Hamas. (E.D)

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