Fritzl é condenado à prisão perpétua
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quinta-feira, 19 de março de 2009
France Presse 
Viena, Áustria- O austríaco Josef Fritzl, 73 anos, foi condenado ontem à prisão perpétua e internação psiquiátrica por um tribunal de Sankt Polten (oeste) por estupro e sequestro da filha durante 24 anos e o assassinato de um dos sete filhos que teve com a vítima.
De costas para a imprensa, Fritzl não manifestou reação alguma quando o tribunal anunciou seu veredicto. A decisão foi tomada por unamidade pelos oito juízes e transmitida por escrito aos três juízes do tribunal, antes do anúncio do veredicto.
Antes do anúncio da sentença, o júri havia declarado Fritzl culpado de todas as acusações: assassinato, incesto, estupro, sequestro, coerção e escravidão de sua filha, que teve sete filhos dessa relação incestuosa durante os anos em que foi mantida trancada no porão de sua casa em Amstetten (130 km a oeste de Viena).
A prisão perpétua corresponde à acusação de assassinato pela morte de um dos sete filhos. O bebê morreu dois dias depois de nascer, em 1996, por falta de cuidados médicos.
Houve homicídio por negligência e isso requer a pena máxima, declarou o promotor. Segundo Burkheiser, Fritzl abusou da credulidade das pessoas, enganando durante 24 anos o seu entorno e as autoridades municipais de Amstetten, onde vivia.
Rosemarie, sua esposa, tinha apenas 17 anos quando se casaram em 1956, e também com ela teve sete filhos; Elizabeth era a mais velha.
O advogado de defesa, Rudolf Mayer, considerou em sua alegação que não houve assassinato e pediu que Fritzl fosse beneficiado de circunstâncias atenuantes por ter se declarado culpado de todas as acusações.
Meu cliente foi responsável por seus atos, mas sua personalidade tem anomalias psicológi-cas, afirmou.
Na quarta-feira, uma especialista em psiquiatria, Adelheid Kastner, descreveu Fritz como um homem obcecado pelo poder com graves transtornos de personalidade e desvio sexual, que havia confessado a ela: Nasci para estuprar.
A vítima, que hoje tem 42 anos, passou 24 anos de sua vida encarcerada no porão de sua casa, de 40 m2, sem janelas nem ventilação, que Fritzl, engenheiro eletricista, havia construído com várias portas blindadas equipadas com travas
eletrônicas.
A tragédia veio à tona em abril de 2008, quando uma das crianças teve que ser hospitalizada com sua mãe.


