Frio mata na Argentina e no Mato Grosso do Sul
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de julho de 2010
Das agências 
Buenos Aires - Nove pessoas morreram por causa da onda de frio que atinge há vários dias a maior parte do território argentino, informou ontem a entidade civil Rede Solidária. Às mortes por hipotermia se somam outros 33 falecimentos por intoxicação com monóxido de carbono, 11 deles correspondentes a menores de idade, devido ao uso de sistemas precários de calefação.
A maioria dos casos de morte por hipotermia aconteceu entre a população indigente que vive nas ruas da capital argentina e das províncias de Buenos Aires, Corrientes, San Luis, Misiones, Chubut, La Pampa e Jujuy.
O caso mais triste aconteceu na província de San Luis (centro-leste), onde cinco pessoas morreram, entre elas um bebê de três meses que vivia com seus pais em um acampamento nos arredores da capital da província.
As nevascas e o mal tempo provocaram atrasos a cancelamentos de voos no aeroporto de Buenos Aires. O Serviço Meteorológico Nacional alertou que as nevascas continuarão em grande parte do país.
Frio no Brasil
O frio intenso que há cinco dias castiga os sul-mato-grossenses já matou quatro andarilhos no Estado. Uma das mortes foi de um senhor de aparentemente 70 anos que morreu em Miranda, no Pantanal, ontem de manhã. No mesmo período, na cidade de Corumbá, outro homem, de cerca de 50 anos, foi encontrado morto. As outras duas vítimas fatais eram uma de Ponta Porá e outra de Ribas do Rio Pardo.
Na área rural, dezenas de bovinos estão morrendo de hiportermia em pastos abertos. Na cidade de Antônio João morreram quase 200 bovinos. Em Caarapó, foram 500 animais mortos.


