Frio e neve deixam 61 mortos no Japão
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domingo, 08 de janeiro de 2006
France Presse 
Tóquio- Sessenta e uma pessoas morreram e 1.010 ficaram feridas devido ao mau tempo e às nevascas intensas que afetam o Japão desde o começo do inverno, informou a imprensa nipônica ontem.
Uma forte nevasca caiu na sexta-feira no oeste e norte do arquipélago, prejudicando consideravelmente os meios de transporte. A meteorologia advertiu para o risco de avalanches e dificultades no trânsito.
As nevascas, que chegaram a níveis sem precedentes em alguns lugares, continuarão até hoje.
No entanto, Tóquio, a maior megalópole do mundo, com 30 milhões de habitantes, não foi afetada até o momento pelo mau tempo.
A pedido das autoridades, o Exército enviou ontem uma unidade de socorro de 100 homens para Iiyama, em Nagano (centro), para limpar a cidade coberta por mais de dois metros de neve.
Esta é a primeira vez que o Exército atua neste inverno. Soldados também devem seguir para Tsunan, em Niigata, onde a neve acumulada chegou a 3,5 metros de altura.
Desde o começo de dezembro, a neve e o frio deixaram 61 mortos e 1.010 feridos, segundo a agência de notícias Kyodo, com base nos dados das autoridades locais.
Assassinato - Um tribunal do Japão emitiu ontem uma ordem de prisão contra um marinheiro americano, de 21 anos, suspeito de ter assassinado uma japonesa perto de uma base naval dos Estados Unidos em Yokosuka, informou a agência de notícias Kiodo.
O governo japonês pretende pedir aos Estados Unidos a transferência da custódia do suspeito, atualmente detido em uma base americana na Baía de Tóquio, à polícia local.
A polícia do município de Kanagawa afirmou na sexta-feira que esse marinheiro, um tripulante negro do porta-aviões americano ''Kitty Hawk'', admitiu ter matado Yoshie Sato, de 56 anos, perto da base na terça-feira passada. No entanto, o oficial ainda não revelou o motivo do crime, destacou o canal de televisão japonês NHK.
Segundo os termos de um acordo EUA-Japão, os militares americanos não estão obrigados a entregar a suspeitos a menos que os mesmos tenham sido indiciados.
Porém, depois que três marines americanos violentaram uma menina de 12 anos em Okinawa (sul do Japão) em 1995, os Estados Unidos aceitaram considerar favoravelmente os pedidos de transferência de custódia em casos de crimes graves.


