Freira diz que Elián deve ficar nos Estados Unidos
Associated Press
De Miami, EUA
A anfitriã do reencontro do garoto Elián González com suas avós cubanas, anteontem à noite em Miami, disse ontem que está a favor de que o menino permaneça nos Estados Unidos devido à maneira como Cuba vem tentando manipular a situação.
Antes do encontro, eu estava a favor da lei de que o menino deve estar com seu pai, mas o que vi e senti me fizeram temer por ele, disse a freira Jeanne OLaughlin. A irmã culpou as duas partes pela politização do caso, mas citou apenas o governo cubano.
Enquanto 200 manifestantes com bandeiras rodeavam a casa e entoavam cânticos, as assustadas avós levaram ao menino de seis anos, sobrevivente de um naufrágio, fotos de seus familiares e amigos em Cuba.
As avós, Mariela Quintana e Raquel Rodríguez, abraçaram e beijaram o menino durante o tenso encontro de 90 minutos. Após o encontro elas afirmaram que seu neto está mudado. Nós queremos o mesmo garoto com o qual estávamos acostumadas, disse Rodríguez. Nosso neto está totalmente diferente. Ele mudou completamente. Temos que salvá-lo o mais rápido possível.
O Departamento de Justiça argumentou em um comunicado que o juiz responsável deveria ignorar o caso dos parentes de Elián em Miami, inclusive a custódia concedida ao tio-avó do menino, Lázaro González. Segundo o departamento, uma vitória dos parentes de Miami ignoraria práticas aceitas internacionalmente em casos envolvendo a paternidade.





