Vinte e cinco dias depois da entrada da rebelião na capital leonesa e mais de dez dias desde sua ‘‘liberação’’ pela ECOMOG - força de interposição oeste-africana - Freetown continuava ontem paralisada pela insegurança e o medo de uma contra-ofensiva rebelde.
As forças aliadas da Frente Revolucionário Unida (RUF, em rebelião desde 1991) e do Conselho Revolucionário das Forças Armadas (AFRC, ex-junta no poder de maio de 1997 a fevereiro de 1998) foram progressivamente expulsas até as cidades de Hastings e Waterloo.
A ECOMOG anunciou a intenção de ‘‘surpreender os rebeldes na península e depois limpar as colinas’’.
Segundo informações oficiais, divulgadas pelo estado-maior da ECOMOG, o primeiro objetivo deste plano foi conquistado com o fechamento do acesso de Waterloo, única saída para o interior do país.
No entanto, segundo fontes locais, os rebeldes que estão encurralados na península são muitos e poderiam lançar um contra-ataque nos próximos dias em Freetown, se uma operação militar de envergadura não impedir.
Enquanto isso, em Freetown, os soldados da ECOMOG buscam indivíduos suspeitos de serem rebeldes infiltrados ou colaboradores.
As organizações humanitárias não estão acima de suspeitas.
Famílias inteiras continuam fugindo de Serra Leoa e o Ministério dos Transportes teve que intervir sexta-feira para pedir à companhia privada Paramount, cujo helicóptero faz a conexão entre Freetown e o aeroporto de Lungi, ‘‘que pratique tarifas decentes’’, pois a empresa cobra 100 dólares por um vôo de menos de 10 minutos.

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