Franco-atirador condenado à prisão perpétua
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quarta-feira, 10 de março de 2004
Agência Folha 
São Paulo - O franco-atirador Lee Malvo, 18, foi formalmente condenado ontem à prisão perpétua por assassinato por causa de uma série de ataques que aterrorizou a região de Washington em outubro de 2002 e deixou dez mortos. Malvo foi condenado um dia após seu cúmplice, John Allen Muhammad, 42, líder da dupla, ser condenado à pena de morte.
A juíza Jane Roush acatou a recomendação do júri de impor a prisão perpétua a Malvo pelo assassinato da analista do FBI (polícia federal dos EUA) Linda Franklin. Roush também impôs uma multa de US$ 200 mil a Malvo, embora ela tenha reconhecido que ele provavelmente não poderá pagar. Malvo parecia pouco emocionado durante o anúncio da sentença em Chesapeake, no Estado da Virgínia, e apenas respondeu ''Sim, senhora'', enquanto Roush fazia perguntas durante o anúncio da sentença.
A corte rejeitou a alegação de que Malvo havia sofrido uma ''lavagem cerebral'' de Muhammad para atuar nos assassinatos. A pena de morte para Muhammad foi recomendada por um júri reunido no dia 24 de novembro de 2003, pouco depois de o réu ser declarado culpado pelo assassinato de Dean Harold Meyers, em 9 de outubro de 2002, baleado em um posto de gasolina de Manassas (Virgínia).
O franco-atirador foi julgado de acordo com uma nova lei antiterrorista do Estado da Virgina, aprovada após os atentados do 11 de Setembro. Um júri da Virgínia condenou Muhammad em dois crimes considerados capitais: o assassinato de Meyers e ''ato de terrorismo'.
A maioria das vítimas morreu atingida por projéteis de grande impacto, disparados de longa distância, enquanto estava em estacionamentos de supermercados ou em postos de gasolina. A acusação afirma que os dois franco-atiradores queriam extorquir US$ 10 milhões do governo em troca da interrupção dos assassinatos.


