Franceses prestam homenagem a Jacques Chirac
Cerimônia a ex-presidente, que faleceu na quinta-feira (26), réune vários chefes de Estado em`Paris
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domingo, 29 de setembro de 2019
Cerimônia a ex-presidente, que faleceu na quinta-feira (26), réune vários chefes de Estado em`Paris
France Presse 
Paris - Os franceses prestam, neste domingo (29), uma homenagem popular a seu ex-presidente Jacques Chirac, figura política do país durante quatro décadas, que faleceu na quinta-feira (26) e foi reconhecido como "profundamente francês", tanto por suas qualidades quanto por seus defeitos.
O tributo popular foi organizado no Palácio dos Inválidos, em Paris, um dia antes de um dia de luto nacional e uma cerimônia oficial na presença de inúmeras personalidades estrangeiras. A morte de Chirac, "o humanista", uma figura mítica da direita francesa que estava doente há anos e que pouco aparecia em público, comoveu o país que presidiu por 12 anos (1995-2007), depois de ter sido prefeito de Paris entre 1977 e 1995.
Desde quinta-feira, cerca de 5.000 franceses, alguns deles muito jovens, assinaram os livros de condolências no Palácio do Eliseu, onde deixaram elogios fervorosos e expressaram sua "ternura" e admiração por Chirac. O ex-presidente será sempre lembrado por ter se oposto à guerra do Iraque em 2003, por ter reconhecido a responsabilidade da França na deportação judeus durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial e por sua frase "nossa casa está queimando", um alerta sobre a situação climática lançado em 2002.

Segundo uma pesquisa publicada no Journal du Dimanche, Chirac, cuja popularidade não parou de crescer desde que deixou o Eliseu em 2007, tornou-se o presidente da Quinta República mais amado pelos franceses, empatado com Charles de Gaulle . Muitos preferem não mencionar as questões judiciais de quem, em 2011, se tornou o primeiro ex-presidente francês a ser condenado (dois anos de prisão com suspensão da pena, por um caso de empregos fantasmas na prefeitura de Paris).
A afeição demonstrada por seus concidadãos se deve "mais" ao "que era" do que "ao que fez", considerou o jornal conservador Le Figaro. "Ele se ajustou às contradições de um país", acrescentou o jornal, para o qual o ex-chefe de Estado "era profundamente francês, com suas virtudes e fraquezas".
Nesta segunda-feira (30), dia de luto nacional, uma cerimônia reservada à família será realizada pela manhã antes das honras militares, na presença do atual chefe de Estado francês, Emmanuel Macron. Ao meio-dia, um serviço solene presidido por Macron será realizado na igreja de São Sulpício, em Paris. A presença de numerosas personalidades estrangeiras é esperada, com cerca de 30 chefes de Estado e de governo anunciados.


