Os dois franceses sequestrados na semana passada ao lado de outros oito estrangeiros e um equatoriano e que, após caminharem dois dias pela selva, chegaram anteontem a um povoado da região de Sucumbíos confirmaram ontem que conseguiram fugir de seus captores. Depois de serem interrogados pela polícia, ambos foram internados num hospital, onde estão sendo submetidos a exames médicos.
O piloto e o co-piloto da empresa francesa Aeromaster, Gianlouis Froidurot e Jany Marcellin, reapareceram na segunda-feira em Lago Agrio, a 180 km de Quito, capital do país, no final de sua caminhada enfrentando a chuva, animais e mosquitos em meio à espessa vegetação amazônica.
Uma fonte diplomática consultada pela Ansa disse que os franceses se separaram dos outros nove sequestrados – seis americanos, um chileno, um argentino e um equatoriano não identificado – e dos captores, que seriam em número de 20 ou 30. Eles teriam aproveitado a forte tormenta e a escassa visibilidade para fugir, enfrentando a selva.
Ao chegarem caminhando a Lago Agrio, uma patrulha militar lhes prestou ajuda e os enviou a Quito. A mesma fonte negou uma versão da imprensa que falava ontem sobre a possibilidade de uma libertação proposital dos dois franceses para que estes levassem às autoridades as condições impostas pelos sequestradores para a libertação dos demais reféns.