Francês está entre jihadistas em vídeo de execução
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
Folhapress 
São Paulo - O serviço secreto francês identificou nesta segunda como Maxime Hauchard uma das três pessoas que aparecem no vídeo que mostra a execução do refém americano Peter Kassig pela facção radical Estado Islâmico.
O procurador François Molins disse que Hauchard já estava no "radar" das autoridades francesas desde que viajou à Síria em 2013. Ele disse que um outro cidadão francês também pode estar entre os combatentes que aparecem no vídeo.
Segundo o canal BFM TV, Hauchard primeiro foi para a Mauritânia para trabalhar em uma escola, e que de lá tentou entrar no Mali, onde estava sendo realizada a operação francesa para combater os jihadistas que ocuparam uma parte do país. Mas devido às dificuldades para entrar no Mali, desistiu.
De volta à França, e diante do crescimento do EI, o jovem viajou para a Síria passando pela Turquia e participou, entre outras missões, da conquista de Mossul, no Iraque.
Maxime Hauchard pode ser julgado por assassinato e terrorismo caso volte para o seu país de origem. Ele foi identificado com base em fotos que posta nas redes sociais nas quais aparece armado.
BRITÂNICO
O pai que havia sugerido que seu filho britânico de 20 anos poderia figurar entre os jihadistas que aparecem no vídeo da decapitação recuou e afirmou à BBC que não se trata dele.
Ahmed Muthana, de 57 anos, havia declarado ao jornal "The Daily Mail" que um dos jihadistas do vídeo da execução e de 18 homens parecia ser seu filho, Nasser. Contatado pela BBC, Muthana indicou, no entanto, que não era seu filho no vídeo. "Não parece com ele, há muitas diferenças. Este tem um nariz maior, e meu filho tem um nariz chato", afirmou.
O filho dele é Nasser Muthana, um estudante de medicina originário de Cardiff, no País de Gales. O jornal britânico publicou partes do vídeo mostrando seu rosto.
O vídeo de 15 minutos divulgado no domingo mostra a decapitação de ao menos 14 homens identificados como pilotos do Exército sírio, além do voluntário Kassig.
Muthana teria ido para a Síria, onde se encontrou com seu irmão mais novo, Aseel, de 17 anos, segundo a BBC. "Estou pronto para morrer", teria dito Aseel em uma entrevista a uma rádio inglesa. Ele acrescentou que não se importava com o que a família e os amigos pensavam dele.
Outro britânico que se uniu aos jihadistas, chamado de "Jihadi John", ficou conhecido por aparecer mascarado nos vídeos de decapitação de outros quatro ocidentais - dois jornalistas americanos e dois voluntários britânicos.
A inteligência britânica estima que mais de 500 cidadãos do país estejam envolvidos com extremistas na Síria e no Iraque.


