Francês confessa ter violentado 4 filhos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de maio de 2004
France Presse 
Paris - O francês Thierry Delay, um dos principais acusados no julgamento por violações e maus-tratos que começou na semana passada no norte do país, admitiu ontem ter violentado seus quatro filhos ''duas ou três vezes por semana''.
Dezesseis pessoas, seis delas mulheres, acusadas de violações coletivas e torturas a 18 menores entre 1995 e 2000, começaram a ser julgadas na terça-feira passada por um tribunal criminal de Outreau (norte).
Os principais acusados são Thierry e sua esposa, Myriam, que na sexta-feira passada reconheceu ter abusado sexualmente de vários menores, entre eles seus próprios filhos.
Ontem, após ter tentado durante uma hora convencer o tribunal de sua inocência e de sua constante perda de memória, Delay acabou respondendo com um lacônico ''sim'' quando seu advogado lhe perguntou se tinha violentado seus quatro filhos: Kevin, Dimitri, Jonathan e Dylan.
No total, Delay, de 40 anos, é acusado de abusos sexuais contra um total de 14 meninos, entre eles os seus filhos, aos quais também prostituiu. Até ontem, ele sempre negou as acusações. Perante o tribunal, ele foi descrito como ''um marido alcoólatra'', um pai ''perverso'' e um ''agressor sexual'' que colecionava ''garrafas, selos, moedas, mas também crânios humanos, vídeos pornográficos, vibradores e outros objetos de caráter sexual''.
O acusado admitiu ontem que batia nos meninos para que se calassem, mas negou tê-los violentado com instrumentos, como descreveram os menores, e também garantiu não ser um proxeneta. ''Nunca pedi dinheiro a ninguém'', garantiu.
Antes de conhecer sua última esposa, Myriam, Delay esteve casado três vezes. Suas esposas anteriores o abandonaram e há anos ele não vê as duas filhas que teve com estas mulheres. Os crimes julgados em Outreau aconteciam no apartamento do casal. Foi ali que os menores, os dois filhos do casal e mais de uma dezena de vizinhos e amigos com idades de 3 a 12 anos foram violentados, maltratados e forçados a ver vídeos pornográficos.


