ParisO presidente francês, Jacques Chirac, mostrou-se ontem contra uma eventual ação ''unilateral e preventiva'' dos Estados Unidos contra o Iraque porque, em sua opinião, essa decisão corresponde ao Conselho de Segurança da ONU. Chirac acrescentou que o uso unilateral da força ''é contrário à visão de segurança coletiva da França, que se baseia na cooperação dos Estados, no respeito ao direito e na autoridade do Conselho de Segurança'', postura, disse, que Paris lembrará ''cada vez que for necessário e, especialmente, com relação ao Iraque''.
Segundo sua opinião, ''se Bagdá está obstinada em rejeitar o retorno incondicional dos inspetores (de desarmamento da ONU), então será necessário que o Conselho de Segurança das Nações Unidas, e só ele, decida quais medidas devem ser adotadas''.
Posição alemãOs tanques alemães que estão no Kuwait em respaldo à luta antiterrorista dos EUA serão retirados caso haja ''perigo de se verem envolvidos em um confronto bélico contra o Iraque'', advertiu o ministro de Defesa da Alemanha, Peter Struck. Os seis tanques de reconhecimento ''Fuchs'' (Raposa) enviados à região e seus soldados e unidades militares cumprem uma missão de apoio no Golfo Pérsico, segundo declarações do ministro ao jornal Berliner Zeitung que serão publicadas em sua edição de hoje.
Mas caso os Estados Unidos ataquem o Iraque a missão desses tanques deixará de responder à resolução aprovada pela Câmara baixa do Parlamento alemão que permitiu seu envio, acrescentou.
Os tanques fazem parte das tropas que Berlim colocou à disposição de Washington para a aliança contra o regime taleban afegão, depois dos atentados de 11 de setembro nos EUA.

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