Paris - O ministro francês da Saúde, Philippe Douste-Blazy, reabriu nesta sexta-feira o polêmico debate sobre a eutanásia e afirmou que o direito de morrer com dignidade será alvo de uma lei histórica examinada pelos deputados este ano.
Em uma entrevista ao jornal Le Figaro, a autoridade explicou que o governo decidiu retomar um projeto apresentado em junho pelo deputado Jean Leonetti e examiná-lo na Assembléia Nacional ou Câmara baixa antes do final de 2004. ''A lei vai instaurar o direito a morrer com dignidade. Respeitar a vida é aceitar a morte. Com esta lei, os doentes incuráveis poderão decidir sua morte'', explicou o ministro.
Douste-Blazy adiantou que esta nova lei vai conciliar os desejos do paciente, a participação dos familiares do doente e o dever dos médicos. O ministro garantiu que a eutanásia não estará livre de pena e que o Código penal permanecerá invariável. Segundo uma pesquisa, 86% dos franceses desejariam ter a liberdade de morrer se assim desejassem.
Na Europa, a prática continua sendo um tabu, alguns países admitem implicitamente o ''suicídio assistido'', mas a Holanda e a Bélgica são os únicos países do mundo que legalizaram a eutanásia com restrições.

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