França propõe análise de metas na redução de poluentes em 2018
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Folhapress 
Paris - Uma proposta feita pela França ontem na COP21 (Conferência do Clima) deu alguns pequenos passos para diminuir divergências entre países ricos e pobres. O texto propõe uma análise já em 2018, ainda que branda, das metas de redução de poluentes de cada país, mas essa provisão ainda pode cair até o final da cúpula. O documento, espécie de "esqueleto" do possível acordo, foi patrocinado pelo presidente da COP21, o chanceler francês Laurent Fabius, após dois dias de consultas e negociações entre as delegações de 195 países.
A proposta precisa passar pelo crivo dos ministros presentes e qualquer impasse pode levar a atrasos em sua adoção pelo plenário da COP, oficialmente marcada para amanhã à noite. Anfritrião da conferência, o governo francês tem pressa em chegar a um consenso dentro do prazo oficial. A grande questão é quão fortalecido será o documento para realmente cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC. Pela sugestão francesa, fica mais evidente que caberá aos países desenvolvidos a tarefa de bancar financeiramente os mais pobres a partir de 2020 com ao menos US$ 100 bilhões por ano.
A colaboração dos emergentes seria "voluntária", diz o trecho sugerido, buscando solucionar um dos principais impasses dos bastidores. Para se comprometer com mais dinheiro, os ricos, sob liderança dos Estados Unidos, querem a sinalização de que países em desenvolvimento também poderão engrossar a base de doadores. "Temos de buscar um acordo ambicioso, que facilite as coisas, que diferencie o papel de cada um, mas que também reconheça a capacidade de todos", afirmou o secretário de Estado americano, John Kerry. Ele anunciou na COP21 um aumento de US$ 400 para US$ 800 milhões por ano, até 2020, para a adaptação dos países pobres aos prejuízos climáticos.


