França proíbe fumar em locais públicos
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quinta-feira, 01 de fevereiro de 2007
France Presse 
Paris - Como já foi feito na Espanha, Irlanda, Itália e Grã-Bretanha, a partir de hoje a França proíbe o fumo em locais públicos, uma medida polêmica que visa a reduzir o número de vítimas do tabaco, que a cada ano mata no país 66 mil fumantes e 5 mil fumantes passivos, segundo o Ministério da Saúde.
A partir de hoje não será permitido fumar em centros educacionais, lojas, estações de trem, aeroportos, empresas, salas esportivas, de espetáculo ou no transporte coletivo francês.
Os cafés, restaurantes, cassinos e discotecas terão um prazo suplementar de onze meses, ou seja, até janeiro de 2008, para se adaptarem à norma.
Desta forma, a França ingressará no pequeno grupo de países europeus com leis antitabaco em um momento em que a Comissão Européia (braço executivo da União Européia) se pronunciou na terça-feira a favor da proibição geral ao fumo em todos os espaços públicos fechados, o que alimentou o debate sobre a necessidade de uma legislação comum aos 27 países europeus.
Segundo a UE, a cada ano, 79 mil fumantes passivos morrem nos países-membros do bloco.
O decreto francês estipula que em hospitais e centros educacionais a proibição é total e absoluta, ou seja, não se poderá sequer criar espaços especiais para os fumantes.
Nas empresas será permitido habilitar quartos especiais para aqueles que não conseguirem largar o vício, mas condições severas terão que ser respeitadas.
No total, 175 mil agentes do ministério da Saúde controlarão o respeito do decreto. Um fumante flagrado com um cigarro aceso em local público poderá ser multado em 68 euros (88,4 dólares) e o dono do estabelecimento, em 135 euros (175,5 dólares).
Na Europa, a Irlanda foi o primeiro país a impedir totalmente o tabaco em locais públicos em 29 de março de 2004. Seu exemplo foi seguido em menor ou maior medida por Noruega (não-membro da UE), Espanha, Itália, Malta, Suécia, Escócia, Letônia e Lituânia.
Na França, o tabaco é a primeira causa das chamadas mortes evitáveis. Segundo uma pesquisa, entre 70% e 80% dos franceses são favoráveis a este novo decreto.


