França pode reconhecer genocídio
França pode reconhecer genocídio
France Presse
France PresseExilado armênio comemora em Paris a decisão da AssembléiaA Assembléia Nacional (Câmara baixa) francesa aprovou ontem por unanimidade um projeto de lei apresentado pelo grupo socialista que diz, em seu artigo único, que a França reconhece publicamente o genocídio armênio de 1915. Este texto, que deve ser examinado pelo Senado, satisfaz uma reivindicação constante do povo armênio e da comunidade armênia da França. A votação foi acolhida na Assembléia Nacional com uma longa ovação.
Anteontem, o chefe da diplomacia turca, Ismail Cem, advertiu seu colega francês, Hubert Vedrine, de que a aprovação de uma lei francesa que reconheça o genocídio teria efeitos nefastos nas relações bilaterais. Os massacres e deportações de armênios entre 1915 e 1917, realizados pelo governo dos Jovens Turcos do Império Otomano, deixaram entre 1,2 e 1,3 milhão de mortos, segundo os armênios (entre 250.000 e 300.000 mortos, segundo os turcos).
Com a exceção de alguns países, como Argentina e Rússia, a maioria dos parlamentos não reconhecem este genocídio, embora no passado recente alguns chefes de Estado, como François Mitterrand ou George Bush, o reconheceram, a título pessoal. Na União Européia, somente o Parlamento grego o reconheceu. A França pode se converter no primeiro grande país da UE a reconhecer o genocídio armênio.
No debate da Assembléia Nacional francesa, o secretário de Estado para os ex-combatentes, Jean-Pierre Masseret, disse que os acontecimentos de 1915 constituem uma das tragédias mais terríveis deste século (...), pela qual não se pode responsabilizar a Turquia atual.





