Paris- Milhares de pessoas se manifestaram ontem em Paris e outras cidades francesas nas chamadas ‘marchas brancas’ para pedir a libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt e de todos os reféns em poder da guerrilha das Farc.
Em Paris, onde, segundo os organizadores, se reuniram 15 mil pessoas na Praça da Ópera, antes de irem para a Assembléia Nacional, onde a presença da presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner foi calorosamente saudada pelos presentes. Kirchner pediu apoio dos governos latino-americanos para que a libertação de Ingrid Betancourt seja obtida por meio de uma troca por guerrilheiros das Farc presos.
A libertação, em dezembro passado, de vários reféns que estavam em poder das Farc, entre eles a ex-companheira de Ingrid Betancourt, Clara Rojas, ‘‘tem que ser a demonstração de que quando há vontade, é possível obter a libertação’’, disse Kirchner.
À frente da marcha, além de Cristina Fernández de Kirchner, destacavam-se a primeira-dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, e Astrid Betancourt, irmã da refém das Farc. Havia também líderes do movimento das Avós e Mães da Praça de Maio, além da secretária de Estado para os Direitos Humanos, Rama Yade, e o prefeito de Paris, Bertrand Delanoe.
O chanceler francês Bernard Kouchner afirmou ante a multidão que a França não poupará esforços para libertar Betancourt, referindo-se à missão humanitária enviada por Paris à Colômbia para tentar entrar em contato com a refém e cuidar de sua saúde.
‘‘Posso lhes dizer que meu marido jamais desistirᒒ, declarou, Carla, primeira-dama francesa.
Manifestações semelhantes tiveram lugar em outras 15 cidades francesas, entre elas Marselha, Toulouse e Estrasburgo.

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