ParisA França não intevirá em uma guerra na Costa do Marfim contra quem quer que seja, já que se trata de um ''assunto puramente interno'' do país, assegurou ontem a ministra francesa da Defesa, Michele Alliot-Marie. ''Nosso problema número um é proteger os cidadãos estrangeiros de possíveis problemas'', disse Alliot-Marie a uma emissora local, depois que o Exército francês desmentiu que pretendia deter os soldados marfinianos amotinados desde o último 19 de setembro. A ministra destacou que a França apoiará ''a força de intervenção e todas as mediações que tenham como objetivo restabelecer a paz'' na ex-colônia francesa.
Alliot-Marie se referia à decisão adotada no fim de semana passado em uma cúpula da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao) sobre o envio de uma força pan-africana de pacificação de cerca de 4.000 soldados.
O Ministério francês das Relações Exteriores também destacou ontem que a missão das forças francesas é proteger a segurança dos residentes estrangeiros no país.
Segundo um porta-voz ministerial, a França apóia a mediação africana nesse conflito e a manutenção da unidade e da soberania da Costa do Marfim. Com este objetivo, acrescentou, Paris respondeu favoravelmente ao pedido do presidente, Laurent Gbagbo, sobre necessidades logísticas e de equipamento.

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