França intensifica combate ao racismo
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segunda-feira, 12 de julho de 2004
France Presse 
Paris - O presidente francês Jacques Chirac anunciou ontem que acrescentou o racismo a uma lista de crimes que não gozam da possibilidade de anistia concedida anualmente no Dia da Bastilha, depois de um ataque anti-semita contra uma jovem mãe e um bebê no metrô no final da semana passada.
O ataque evidencia uma onda de violência deste tipo na França, que, em seis meses, registrou mais atos anti-semitas (135) do que em todo o ano anterior (127).
A indignação era unânime ontem após um grupo de jovens procurados pela Polícia agredir uma mulher de 23 anos no transporte público, pensando que ela era judia. A agressão ocorreu na frente de outros passageiros, que nada fizeram para defender a vítima.
A Polícia está no rastro dos seis homens, de origem magrebina e africana, que pintaram suásticas no ventre da jovem que viajava com seu bebê de 13 meses, antes de jogá-la na plataforma de uma estação junto com a criança. ''O anti-semitismo é uma vergonha'', declarou o primeiro-ministro francês Jean Pierre Raffarin. ''Queremos lutar contra esta forma insuportável de racismo. E há outra doença em nossa cidade: a indiferença diante da violência'', acrescentou, pedindo ''cidadania'' para ''resistir'' a estes atos.


