Paris - O ministro francês do Interior, Dominique de Villepin, decidiu pela expulsão imediata para a Argélia de um íman que declarou que ''bater em sua mulher é autorizado pelo Corão'', desatando uma grande polêmica no país, anunciou ontem um comunicado do ministério.
Abdelkader Bouziane, de nacionalidade argelina, íman de uma mesquita Vénissieux, perto de Lyon (centro), foi detido na tarde de ontem, precisou ministério, esclarecendo que a expulsão ''é uma medida de ordem pública destinada a proteger a coletividade nacional'', segundo o comunicado emitido. O texto acrescenta que poderão ser tomadas medidas de ordem judicial.
Em uma entrevista publicada pela revista regional Lyon Mag, Abdelkader Bouziane estimou que ''bater em sua mulher está autorizado pelo Corão'', principalmente em caso de adultério, e expressou seu desejo de que o ''mundo inteiro se torne muçulmano''.
Estas declarações provocaram revolta na França, e o ministro da Justiça, Dominique Perben, estimou que o íman ''deve se explicar diante da justiça''. ''O governo não vai tolerar comentários públicos contra os direitos humanos, que atacam a dignidade humana e, em particular, a dignidade das mulheres, incitando ao ódio ou a violência, ou justificando o terrorismo'', afirma o comunicado do ministério do Interior.
O íman foi levado para o centro de detenção do aeroporto de Lyon, de onde viajará para a Argélia, indicou uma fonte policial.

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