França está ''em guerra'' contra Al Qaeda
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Folhapress 
São Paulo - Dois dias após a confirmação da execução do refém francês Michel Germaneau pelo braço da Al Qaeda no norte da África, o governo da França declarou ''guerra'' contra a organização terrorista. ''Nós estamos em guerra com a Al Qaeda e por isso estamos apoiando as forças da Mauritânia a lutar contra a Al Qaeda durante os últimos meses'', disse o premiê francês François Fillon, acrescentando que o braço do grupo terrorista nesta região consiste em cerca de 400 militantes.
Questionado sobre uma possível retaliação francesa, Fillon disse que a ''luta contra o terrorismo continuará e será reforçada'', mas que um ataque militar está fora de cogitação, porque a ''França não pratica a vingança''.
Já o chanceler francês Bernard Kouchner, disse ontem que não vê crescimento da ameaça de ações terroristas na França após o assassinato de Germaneau. ''Não acho que tenhamos o mais pequeno pedaço de evidência de um perigo crescente'', disse.
O ministro disse que falava do Mali após ser enviado à região pelo presidente Nicolas Sarkozy para discutir um aumento nas medidas de segurança para os cidadãos franceses.
Kouchner disse que não fez um apelo para que os franceses deixem a região, mas pediu que eles aumentassem suas precauções com a segurança. O braço da Al Qaeda no norte da África anunciou no domingo a execução do francês Michel Germaneau após uma operação de forças da França e da Mauritânia na semana passada em que seis militantes islâmicos foram mortos.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeu represálias ao ''assassinato'' do refém francês depois de tentativa frustrada do Exército para libertá-lo. ''Condeno este ato bárbaro, odioso, que acaba de causar uma vítima inocente (...) que dedicava seu tempo a ajudar a população local'', declarou Sarkozy em pronunciamento transmitido pela televisão, ao condenar um ''assassinato a sangue frio''.


