França e Reino Unido pedem renúncia imediata de Kadafi
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segunda-feira, 28 de março de 2011
<br> <br> Folhapress 
São Paulo - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disseram ontem que o ditador líbio, Muamar Kadafi, ''deve deixar o poder imediatamente'' porque ''o regime atual perdeu toda a legitimidade''.
Em declaração em conjunto, ambos pediram aos partidários de Kadafi para que ''o abandonem antes que seja tarde demais''. ''O regime atual perdeu toda legitimidade. Kadafi deve partir imediatamente'', afirmam Sarkozy e Cameron, na véspera da primeira reunião em Londres do grupo de contato sobre a Líbia.
Ministros das Relações Exteriores de 40 países devem participar da reunião do grupo, que tem a missão de decidir o rumo político da operação militar Aurora da Odisseia, realizada por uma coalizão internacional liderada por França, Reino Unido e Estados Unidos.
No mesmo comunicado, Sarkozy e Cameron apoiam um processo de transição ao redor do Conselho Nacional de Transição, órgão criado pelos rebeldes em Benghazi. ''Estimulamos os participantes na conferência de Londres a expressar o mais firme apoio ao processo de transição'', afirma a declaração de França e Reino Unido, principais países a defender a resolução 1973 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
A resolução determinou uma zona de exclusão aérea e o uso da força para proteger a população civil da ofensiva das tropas de Kadafi sobre os rebeldes líbios e possibilitou os ataques aéreos da coalizão internacional que começaram em 19 de março.
Ontem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) confirmou que os bombardeios na Líbia permanecerão sob controle da coalizão internacional por mais 48 horas. Depois deste prazo, a aliança assumirá o comando. ''A transição será progressiva e levará dois dias'', declarou a porta-voz da Otan, Oana Lingescu, durante uma entrevista coletiva na sede da organização em Bruxelas.
Os 28 países da Otan decidiram no domingo assumir o comando da operação militar na Líbia. Até o momento, se limita a fazer respeitar a zona de exclusão aérea sobre a Líbia.
Reunião
A reunião do grupo encarregado da ''direção política'' dos ataques aéreos na Líbia que ocorrerá hoje em Londres servirá para definir a situação do país africano já num cenário pós-Muamar Kadafi, disse ontem a Casa Branca, em comunicado.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que representará os EUA na reunião, manifestou interesse em conseguir a saída do ditador líbio pela via diplomática.


