ParisA França anunciou ontem que aceitou o pedido do Governo da Costa do Marfim de controlar o cessar-fogo entre as forças do governo e os rebeldes. Tropas francesas cumprirão esta missão de observação e segurança do cessar-fogo à espera da chegada de soldados africanos, informou uma porta-voz do Ministério Francês de Exteriores.
Ao anunciar quinta-feira à noite que aceitava os termos do acordo de cessar-fogo assinado horas antes pelos rebeldes graças à mediação da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), o presidente marfinense, Laurent Gbagbo, pediu à França o envio de forças militares para servirem de proteção entre as áreas nas mãos dos rebeldes e de forças governamentais.
O governo francês aceitou o pedido de Gbagbo e afirmou que as tropas francesas cumprirão a missão até que a Cedeao ponha em prática o seu próprio dispositivo a partir da próxima semana.
A porta-voz afirmou que faltam definir as ''modalidades'' da missão com o grupo de contato da Cedeao.
A França possui atualmente cerca de mil soldados nesta antiga colônia, e sua missão se concentrou até agora essencialmente na evacuação de ocidentais, por causa da rebelião iniciada há quase um mês.
Os soldados franceses também foram responsáveis pelo transporte e segurança dos mediadores da Cedeao, como quinta-feira em Bouaké, quartel-general dos rebeldes, onde foi assinado o cessar-fogo.
A porta-voz francesa disse que o presidente Jacques Chirac ligou para Gbagbo com o intuito de expressar sua alegria pela assinatura do acordo e para ''estimulá-lo a seguir na via da reconciliação nacional''.
CondiçõesOs rebeldes da região de Vavua (oeste da Costa de Marfim) respeitarão o cessar-fogo firmado quinta-feira por seus representantes em Buaké (centro) se o presidente marfinense, Laurent Gbagbo, respeitá-lo, afirmou ontem seu chefe, sargento Zacharias Koné. Horas antes, Koné disse que não reconhecia a trégua porque duvidava da sinceridade do chefe de Estado. Aliviando suas primeiras declarações, ele declarou mais tarde: ''Não farei nada se Gbagbo não fizer nada''.

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