França conclui retirada de civis de Brazzaville
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Michel Martin e Christian Millet France Presse Brazzaville 
A violência armada na Capital do Congo, Brazzaville, foi reduzida consideravelmente ontem, e a maioria dos estrangeiros foi retirada pelo Exército francês, partindo amanhã na Operação Pelicano. Uma primeira reunião exploratória entre os dois lados poderá acontecer ainda hoje em Libreville com os negociadores plenipotenciários, segundo anunciou ontem à AFP o ex-presidente congolês Denis Sassou Nguesso por telefone.
O comandante da operação francesa em Brazzaville, general Rene Landrin, pediu ontem ao diretor da Air Africa no Congo, Ahmed Lamine-Ali, que ponha à disposição meios para ajudar a partida dos militares franceses. Ontem não se sabia se Paris havia decidio manter na Capital o conjunto ou uma parte dos 1.250 legionários e pára-quedistas franceses depois da evacuação.
Em Paris, o Ministério das Relações Exteriores estimou que a França não tem disposição para participar de uma força de interposição no Congo.
O embaixador da França em Brazaville, Raymond Cesaire qualificou de trégua informal esta primeira e verdadeira calma depois de mais de uma semana de combates. Acho que, agora, o mais difícil já passou, afirmou.
Ontem ao meio-dia, 3.500 estrangeiros, dos quais 1.460 franceses, haviam sido retirados em aviões de transporte tático C-130 Hércules e C-160 Transall da força aérea francesa. Não se sabe o total de mortos causados por estes últimos acontecimentos, mas estima-se que deva ser superior ao número oficial de 2.000 mortos registrados em 1993, durante os confrontos em Brazzaville entre diferentes milícias.


