França apóia Brasil para o Conselho de Segurança
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sexta-feira, 24 de setembro de 2004
Das agências 
Nova York - A França apóia o pedido conjunto feito pelo Brasil, Alemanha, Índia e Japão para entrar para o grupo de membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou na quinta-feira o chanceler Michel Barnier. ''Apoiamos uma ampliação em ambas categorias de membros, permanentes e não-permanentes, e expressamos nosso apoio para (suas) aspirações'', declarou Barnier em um discurso ante a Assembléia Geral da ONU.
Ontem, o jornal francês ''Le Monde'' destacou a disputa por um assento no Conselho de Segurança da ONU. O jornal lembra que um dos tópicos a ser tratado na reforma da organização é a ''questão insolúvel da ampliação do Conselho''. O número de membros do conselho, 15, é o mesmo desde 1963. Desde então, os países-membros da ONU passaram de 51 para 191.
''O Conselho de Segurança deve refletir as realidades da comunidade internacional do século 21'', segundo o comunicado comum, publicado no final do encontro, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os representantes dos demais países candidatos. ''Ele precisa ser representativo, legítimo e eficiente.''
Os candidatos defendem também, segundo o diário francês, um assento permanente para um país da África. O Egito, a Nigéria e a África do Sul seriam pretendentes possíveis, disse o ''Le Monde''. Uma das propostas para ampliar o CS seria criar um novo grupo de seis membros, que teriam o status de ''semipermanentes'', designados nas suas regiões e que ocupariam a vaga por cinco anos. A proposta, contudo, foi rejeitada por parte dos candidatos a um assento permanente.
O Japão, por exemplo, se diz hostil à criação de toda categoria nova, segundo indicou o porta-voz do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi. O Japão pretende reduzir para 15% a sua contribuição (atualmente de 19,5%). A França paga 7,3%, o Reino-Unido, 7,4%, a Rússia, 1,3%, e a China, 2,5%, lembrou o ''Le Monde''.


