Depois de duas semanas de negociações intensas e ásperas no retiro presidencial de Camp David, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, e o presidente da Autoridade Nacional da Palestina, Yasser Arafat, concluíram na manhã desta terça-feira que não havia mais sentido continuar com as conversações e retornaram para casa sem um acordo capaz de selar a paz definitiva entre seus povos e realizar a promessa do entendimento celebrado em Oslo, em 1993, com o objetivo de encerrar 52 anos de um conflito que produziu três guerras e deixou dezenas de milhares de mortos.
‘‘Acho que ambos continuam comprometidos com a paz e creio que eles encontrarão um caminho para chegar lá se não perderem tempo’’, disse um visivelmente exausto presidente Bill Clinton, que convocara as conversações na esperança de que as duas partes conseguissem chegar a um entendimento antes do dia 13 de setembro, data fixada por Oslo como prazo final.
Uma resolução final terá de definir as seguintes questões pendentes: a criação de um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967; o status de Jerusalém, considerada por israelenses e palestinos como capital espiritual e política; o direito de retorno dos mais de 2 milhões de refugiados palestinos e descendentes desalojados de suas terras e casas pela criação de Israel no antigo protetorado britânico da Palestina, em 1948.
As delegações israelense e palestina disseram, em um comunicado, que pretendem ‘‘continuar seus esforços para concluir um acordo sobre todas as questões, o mais breve possível’’.

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