São Paulo - A Inglaterra foi palco ontem da maior simulação de ataque terrorista já realizada. Os resultados, entretanto, decepcionaram. As cerca de 400 ''vítimas'' na verdade, voluntários da Cruz Vermelha tiveram que esperar quase três horas para que se iniciasse o processo de descontaminação de um falso gás venenoso.
O exercício, feito em Birminghan (região central da Inglaterra), começou por volta das 9h30 (6h30 em Brasília). Os 400 voluntários que teoricamente estavam expostos ao gás tiveram uma assistência inicial da polícia 15 minutos depois. Os policiais isolaram a área para que outras pessoas não se expusessem ao gás e prepararam o local para a chegada de bombeiros e paramédicos.
Apesar da rapidez inicial, os bombeiros demoraram para armar as barracas onde seria realizado o processo de descontaminação. Além disso, os ''contaminados'' demoraram para se despir e colocar as capas laranjas usadas para identificação das ''vítimas''. O primeiro voluntário a concluir o processo de descontaminação conseguiu fazê-lo às 12h13. Entretanto, às 13h30, ainda havia contaminados.
Devido à demora, muitos voluntários tentaram escapar da área isolada e tiveram que ser contidos pela polícia.
A chefia da polícia local admitiu problemas na simulação, mas informou que a demora no atendimento às ''vítimas'' ocorreu para que as cerca de 2 mil pessoas envolvidas no resgate pudessem trabalhar em segurança e sem delas mesmas acabarem contaminadas.

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