Fracassa missão de Clinton no Paquistão
France Presse
De Islamabad
O presidente norte-americano Bill Clinton pediu ontem um retorno à democracia no Paquistão, durante um discurso transmitido pela televisão paquistanesa ao término de sua visita a Islamabad, mas não obteve nenhuma concessão do regime militar.
Clinton também pediu ao Paquistão que assine o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, mas não conseguiu nenhuma promessa do regime paquistanês sobre o desarmamento ou sobre a situação em Caxemira.
A resposta a uma democracia defeituosa não é suprimi-la, mas melhorá-la, afirmou o presidente norte-americano em seu discurso.
O general Pervez Musharraf, homem forte do país, com quem Clinton se entrevistou ontem na capital paquistanesa, sempre afirmou que o regime do primeiro-ministro Nawaz Sharif, a quem depôs no dia 12 de outubro do ano passado, não era uma verdadeira democracia.
Em relação à Índia, Clinton disse que não pode haver uma solução militar para a divergência entre os dois países e pediu que o Paquistão retire seu apoio aos movimentos separatistas que combatem o exército indiano em Caxemira, uma região do Himalaia majoritariamente muçulmana que os dois países disputam.
A conversação franca e sincera de Clinton durante uma hora e 40 minutos com o general Musharraf permitiu contudo ao presidente expressar sua grande preocupação sobre o rumo tomado pelo Paquistão, durante muito tempo aliado dos Estados Unidos, disse Lockhart.
Mas o homem forte paquistanês se manteve em suas posições. Não conseguimos nenhuma promessa sobre o retorno à democracia, adiantou Lockhart.
Clinton também pediu ao regime militar que não condene à morte o ex-primeiro-ministro deposto Sharif, que pode ser condenado à pena capital.
Síria O presidente sírio Hafez al-Assad, que se reunirá hoje em Genebra com Clinton, não fará concessões sobre os princípios básicos da Síria nas negociações com Israel.
Assad não fará concessões sobre os princípios básicos sírios, mas Clinton verá que a Síria está disposta a fazer um esforço se seus direitos forem preservados, afirmou em um editorial o diretor do jornal As Saura, Amid Juli.
O editorial manifesta a esperança de que o presidente Clinton leve a Genebra uma decisão israelense clara e sem equívocos em favor da paz, que inclua um anúncio formal de retirada de Golã até a fronteira de 4 de junho de 1967 e garantias norte-americanas para a aplicação desta decisão. O encontro Assad-Clinton tem como objetivo o reinício das negociações sírio-israelenses, suspensas desde 10 de janeiro.





