O chefe da política externa da União Européia, Javier Solana, falhou ontem em sua tentativa de persuadir líderes políticos da Macedônia a retomarem conversações visando ao fim da crise do país. No entanto, o enviado da UE insistiu no fato de que os líderes eslavos e de etnia albanesa estariam ‘‘muito perto’’ de resolverem um impasse que está bloqueando o trabalho do recém-criado governo de unidade nacional.
O impasse foi criado na semana passada, quando os principais partidos de etnia albanesa assinaram um acordo de paz com os rebeldes, enfurecendo seus parceiros eslavos no gabinete e gerando o temor de que o novo governo poderia desmoronar.
‘‘Todos estão comprometidos em apagar as diferenças. Eu encontrei boa vontade, entendimento e uma atitude construtiva’’, afirmou Solana. ‘‘Mas as diferenças continuam’’, acrescentou.
Fontes próximas às conversações na capital macedônia, Skopje, afirmaram à Associated Press que o presidente da Macedônia, Boris Trajkovski, insistiu para que os políticos de etnia albanesa renunciem a seu acordo com os militantes, exigência prontamente recusada pelos líderes albaneses.
No front de batalha, tropas do governo usaram artilharia pesada para atacar posições rebeldes próximas à Matejce, empurrando os militantes para o centro da vila. Os ataques marcaram a continuidade da ofensiva governamental para expulsar os rebeldes de vilas próximas à fronteira com a província iugoslava de Kosovo.
De acordo com oficiais do Ministério da Defesa, os rebeldes lançaram cinco bombas da vila de Slupcane. Os explosivos caíram a cerca de 1,5 quilômetro de uma base usada pelos soldados da Otan. A aliança atlântica está na Macedônia para oferecer apoio logístico às suas tropas do outro lado da fronteira, em Kosovo.
Não há informações sobre baixas. Um porta-voz da Otan confirmou o ataque, mas afirmou que apenas duas bombas haviam sido lançadas.

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