O míssil interceptador lançado de uma ilha do Pacífico não acertou o alvo – um outro míssil lançado em direção do espaço – informou ontem o Pentágono. ‘‘Nós falhamos em conseguir a interceptação’’, disse o porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman. Não foram oferecidos maiores detalhes, mas o fracasso foi visto com um duro golpe no programa de defesa de mísseis norte-americano. O fato aumenta a possibilidade de um substancial atraso na programação do Pentágono, que pretendia ter um sistema nacional antimísseis pronto para uso no final de 2005. A próxima tentativa de interceptação está programada para o próximo outono (no hemisfério norte, primavera no hemisfério sul), mas dependendo da gravidade do problema com o último teste, a data pode ser adiada por vários meses.
Se tivesse dado certo, o teste poderia ter colocado os Estados Unidos mais próximo da construção de um sistema de defesa que o Congresso acredita ser extremamente necessário, mas que é tido pelos críticos como impraticável. Depois de consertar uma pequena falha técnica que atrasou o início do teste em cerca de duas horas, o míssil intercontinental modificado Minuteman decolou da Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia, à 1h19 (horário de Brasília).
O foguete foi em direção à região central do Oceano Pacífico. Vinte e um minutos mais tarde, à 1h40, o míssil interceptor, com carga destrutiva e denominado ‘‘veículo matador’’, foi lançado do atol de Kwajalein. O interceptador deveria ter colidido com o primeiro míssil depois de dez minutos de vôo sobre o Pacífico, mas os monitores de televisão não mostraram nenhum brilho que indicasse uma colisão. Somente depois de quase meia hora os oficiais que monitoravam o teste de uma sala do Pentágono informaram que o interceptador não havia atingido o alvo.

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