A hipótese de que existiu água em Marte já é uma das mais presentes nas análises que os cientistas da Nasa estão fazendo das primeiras fotos enviadas pela Mars Pathfinder. Observando as redondezas do local onde a sonda pousou - batizado de Sagan Memorial Station, em homenagem ao escritor Carl Sagan - os cientistas já fazem algumas especulações interessantes. Grandes rochas que se espalham em direção uniforme sugerem que enchentes catástroficas assolaram aquela região em algum momento do passado. ‘‘Marte pode ter tido mais água do que a Terra’’, disse o cientista Matthew Golombek.
Outros picos curiosos, absolutamente idênticos - e, por isso, batizados de Picos Gêmeos (Twin Peaks) - sugerem que podem ter ocorrido processos gravitacionais ainda desconhecidos na topografia marciana, depósitos sedimentares ou erosão.
O veículo-robô Sojourner ficou ontem ‘‘cara a cara’’ com uma rocha marciana denominada Barnacle Bill, depois de deslocar-se 30 centímetros ao longo do solo vermelho e poeirento. Com a análise da rocha multicolorida, os cientistas da agência espacial norte-americana, a Nasa, esperam começar a desvendar os mistérios de Marte.
Os primeiros centímetros que o Sojourner percorreu já mostraram aos cientistas que a área é coberta por uma poeira fina, que parece se assentar sobre uma camada mais dura. O robô foi programado para passar dez horas examinando a rocha para determinar sua composição química, enviando dados à Pathfinder. Vencido esse obstáculo, o veículo de dez quilos e do tamanho de um forno de microondas analisará outra rocha, batizada de Yogi pela Nasa.
Para analisar o pó vermelho do solo usa seu espectrômetro com raios X. Este aparelho, colocado na parte traseira do robô, se parece com uma ventosa e é móvel, graças a uma braço articulado que pode se estender e se contrair. O Sojourner ‘‘v꒒ o que está à sua frente graças a seus raios laser, que o advertem da presença de um obstáculo.

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