O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, chegou ontem à tarde a Seul. Fortes medidas de segurança foram adotadas para resguardar o presidente norte-americano. A viagem coincide com a divulgação, pelo jornal americano The Washington Post, de que a Coréia do Norte está construindo pelo menos duas novas instalações para lançamento de mísseis de médio alcance, Taepo Dong, e aumentou a produção de foguetes de curto alcance.
Segundo o jornal, o serviço de espionagem americano chegou à conclusão de que os norte-coreanos têm a intenção de testar um segundo míssil capaz de atingir o Japão. Em 31 de agosto, a Coréia do Norte lançou um míssil Taepo Dong que sobrevoou o Japão, numa tentativa de colocar um pequeno satélite em órbita. Clinton disse ontem pela manhã em Tóquio, antes de partir para Seul, que são ‘‘completamente inaceitáveis’’ as condições impostas pela Coréia do Norte para permitir a inspeção de instalações nucleares subterrâneas em seu território.
Pyongyang desmentiu estar desenvolvendo atividades nucleares e pediu mais de US$ 300 milhões para autorizar a inspeção do complexo subterrâneo. Os EUA temem que o governo norte-coreano esteja violando o acordo bilateral de 1994, pelo qual aceitou congelar seu programa nuclear em troca da construção na Coréia do Norte de dois reatores para fins civis pelos EUA, Japão e Coréia do Sul, além do fornecimento de 500 mil toneladas de petróleo por ano até o fim dos trabalhos.

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