Associated Press
A forte chuva e a intensa neblina não impediram que os ataques da aviação russa na república separatista da Chechênia prosseguissem ontem. A Força Aérea realizou dezenas de incursões na região montanhosa do sul do território e na capital, Grozny, em apoio à ofensiva das tropas terrestres.
As forças russas apoderaram-se de um novo bairro de Grozny, ao mesmo tempo em que o chefe do Estado-Maior, Anatoli Kvashin, anunciava o fracasso nos contatos entre o Exército e os ministros do presidente checheno, Aslan Maskhadov, que ainda estaria na cidade. De acordo com Kvashin, Maskhadov rechaçou a rendição e reiterou que a independência da Chechênia não é negociável.
Violentos combates ocorreram nos bairros de Ataraia Sunja e Chernorechié, segundo fontes militares russas e rebeldes chechenos. A perda dessas áreas seria um duro golpe para os comandantes chechenos, pois elas ficam perto de um bosque nos limites da cidade, de onde será mais fácil abandonar Grozny e romper o cerco russo.
As tropas federais conseguiram retirar 86 idosos de um asilo que estava situado numa região onde as partes travam duros combates, mas encontraram outros 12 pacientes mortos de frio e fome nos últimos dias, informou o próprio ministro das Situações Emergenciais, Serguei Shoigu. Entre 8 mil e 35 mil civis permanecem em Grozny, segundo Shoigu.
A população continuava a abandonar a região montanhosa ao sul da capital, também sob intenso bombardeio, buscando proteção nas florestas. As residências da capital possuem porões onde os moradores remanescentes se abrigam dos ataques aéreos, mas as casas nessas aldeias no sul da Chechênia não costumam ter esse aposento.
A ofensiva russa na Chechênia é apoiada por quase toda a população russa.

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