Forças russas ampliam ofensiva no Daguestão
Associated Press
De Moscou
O governo da Chechênia - pequena república muçulmana do Cáucaso - decretou ontem estado de emergência e reforçou o policiamento de sua fronteira com o Daguestão, onde o Exército russos ampliou ofensiva contra rebeldes muçulmanos.
A tensão reinante na região nos obriga a isso, justificou o presidente checheno, Aslan Mashadov.
A Chechênia que sustentou dois anos de uma guerra separatista com a Rússia (1994/1996) nega qualquer tipo de envolvimento com os guerrilheiros que tomaram várias aldeias no Daguestão, comandados pelo rebelde checheno Shamil Bassayev.
Apoiados por caças SU-25 e helicópteros, unidades do Exército russo atacaram ontem as aldeias de Ansalta, Rahata e Shodroda. Segundo a agência russa Interfax, morreram três soldados russos e 80 guerrilheiros - 60 dos quais numa avalanche de pedras provocada por moradores do povoado de Gagatli, favoráveis ao governo do Daguestão.
Os rebeldes, integrantes do movimento fundamentalista Wahhabi, querem fundar um Estado islâmico na região, fundindo as duas repúblicas (Chechênia e Daguestão). Nossa intenção não é derrotar os terroristas, mas aniquilá-los, reiterou o Ministério do Interior russo.
O presidente Boris Yeltsin está sendo acusado pela oposição comunista de criar uma crise artificial no Daguestão, a fim de impor medidas de exceção com o propósito de adiar o pleito presidencial de 19 de dezembro.





