Nairobi - As forças quenianas "controlam" o centro comercial Westgate de Nairóbi, invadido no sábado por homens de um grupo islamita ligado aos insurgentes somalis shebab, afirmou ontem à noite o Ministério queniano do Interior.
"Nós controlamos o Westgate", declarou o ministério em sua conta no Twitter. O governo queniano havia indicado pouco antes que todos os reféns provavelmente tinham sido retirados. O ataque deixou pelo menos 69 mortos, segundo a Cruz Vermelha.
As forças especiais quenianas já não encontram resistência no edifício, havia afirmado ontem à noite à AFP o porta-voz do governo queniano, Manoah Esipsu. "Acredito que todos os reféns tenham sido retirados, mas não queremos nos arriscar", explicou.
Mais cedo, uma nova sequência de explosões havia atingido o shopping onde estão militantes vinculados à rede terrorista Al Qaeda. Imagens da televisão local mostraram colunas de fumaça saindo do shopping de luxo Westgate, onde tropas do Exército queniano tentam capturar extremistas do grupo terrorista somali Al Shabaab. A agência de notícias Reuters afirma que as explosões foram provocadas pelas forças de segurança.
De acordo com a rede CNN, os militantes que participam da ação são de várias nacionalidades. Entre os terroristas, estariam três americanos, um inglês, um canadense, um finlandês, um polonês, um canadense, um queniano e duas pessoas vindas da Somália.
O governo do Quênia questionou as informações e disse que a identidade dos membros do grupo ainda não foi confirmada. Ontem, o presidente Uhuru Kenyatta afirmou que não retirará as tropas da Somália, exigência dos rebeldes do Al Shabaab.
Os soldados quenianos são a maioria na força de paz da União Africana que há dois anos tenta estabilizar a Somália, afetada há 20 anos por uma guerra civil.
A ação no shopping de Nairóbi acontece em meio ao aumento da presença de grupos terroristas radicais em países da África, a maioria deles associados à rede terrorista Al Qaeda. Nos últimos meses, países como Somália, Nigéria e Mali têm sido alvo de ofensivas de extremistas islâmicos.

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