Forças pró-Kadafi reagem a protesto
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sexta-feira, 04 de março de 2011
Folhapress 
São Paulo - Forças leais ao ditador da Líbia, Muamar Kadafi, atiraram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes antigoverno que se reuniram em Trípoli ontem, aparentemente sufocando tentativas de reviver demonstrações pedindo a renúncia do mandatário na capital. Ao mesmo tempo, rebeldes prometendo ''vitória ou morte'' entraram em confronto com partidários do líder nas proximidades de uma importante instalação de petróleo no leste do país.
Após as orações do meio-dia, mais de 1,5 mil pessoas saíram da mesquita de Murad Agha, no distrito de Tajoura, leste de Trípoli, gritando ''O povo quer derrubar o regime'' e agitando a bandeira vermelha, preta e verde da monarquia pré-Kadafi, adotada como o símbolo da revolta. Mas forças pró-regime rapidamente apareceram em um comboio de 14 veículos esportivo e atiraram bombas de gás lacrimogêneo.
Testemunhas também disseram que as forças pró-Kadafi atiraram usando munição real, embora não tenha ficado imediatamente claro se os disparos foram feitos para o alto ou diretamente contra os manifestantes.
O episódio evidencia o forte controle que Kadafi mantém em Trípoli. Todo o leste do território líbio caiu nas mãos dos rebeldes, assim como várias cidades no oeste próximas ao bastião do ditador na capital.
Patriota
O Brasil se opõe a qualquer ação militar na Líbia sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, afirmou ontem o chanceler Antonio Patriota. Em nota lida durante uma entrevista coletiva em Pequim, o chanceler brasileiro afirma que o Brasil só apoia uma zona de proibição de voos no espaço aéreo líbio ou ''qualquer outra iniciativa militar naquele país'' dentro do ''marco estrito do respeito à Carta da ONU, no âmbito do Conselho de Segurança''.
A declaração foi feita um dia depois de o presidente americano, Barack Obama, ter levantado a possibilidade de uma ação militar na Líbia para solucionar a crise no país.


