São Paulo - As forças de segurança da Síria dispararam contra milhares de manifestantes oposicionistas na cidade Deraa, epicentro de uma revolta de seis semanas contra o ditador Bashar al-Assad. Segundo testemunhas citadas pelas agências de notícias, ao menos 15 manifestantes morreram e outros 50 ficaram feridos. O grupo oposicionista ''A revolução síria contra Bashar al Assad'' condenou o que classificou de um massacre cometido pela Guarda Republicana síria em Deraa.
Segundo o grupo, os manifestantes foram mortos quando tentavam romper o cerco policial em torno de Deraa. Já um médico diz que as forças de segurança dispararam na tentativa de invadir a cidade, que estaria sob controle dos oposicionistas. ''Eles atiraram nas pessoas no portão oeste de Deraa, na região de Yadoda, quase três km do centro da cidade'', disse. Outro morador disse que viu dezenas de feridos sendo resgatados por manifestantes.
Segundo as agências de notícias, houve violência em outras cidades além de Deraa, deixando um total de 24 mortos.
Os protestos contra o governo se espalharam para outras partes do país, nas cidades de Homs, Hama, Banias, Qamishly e Harasta, um subúrbio de Damasco. As manifestações fazem parte de um Dia de Fúria convocado para hoje contra o regime de Assad, que tem reprimido com dureza a oposição.
Milhares de manifestantes em outras cidades aproveitaram os protestos para pedir apoio aos moradores de Deraa, uma cidade de 120 mil onde os protestos se originaram em 18 de março. ''As pessoas querem derrubar o regime'', gritavam os manifestantes, segundo testemunhas. O canal de TV Al Jazeera exibiu imagens da vila de Mahala, perto de Deraa, além de imagens de Banias e Homs. Os manifestantes agitavam bandeiras da Síria e banners dizendo: ''não ao cerco a Deraa'', ''um poderoso país é onde as pessoas são livres'' e ''nós somos defensores da paz e liberdade, não sabotadores''.

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