Forças da coalizão libertam presos no Iraque
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sexta-feira, 14 de maio de 2004
Agência Folha 
São Paulo - As forças da coalizão liderada pelos EUA começaram a libertar ontem um grupo de 315 detentos da prisão de Abu Ghraib, localizada próxima à Bagdá (capital iraquiana). A prisão é palco do escândalo das imagens de tortura cometidas por soldados americanos contra prisioneiros iraquianos.
A libertação acontece um dia após a visita surpresa do secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, e do chefe do Estado-Maior conjunto dos EUA, Richard Myers. Eles estiveram anteontem no Iraque e visitaram o centro de detenção.
Um primeiro ônibus com dezenas de prisioneiros a bordo deixou Abu Ghraib por volta das 9h20 (2h20 de Brasília).
Segundo o general Geoffrey Miller, comandante dos centros de detenção, todos os 3.800 iraquianos de Abu Ghraib são ''presos de segurança' ou pessoas suspeitas de estarem envolvidas em ataques rebeldes contra as forças da coalizão.
Rumsfeld encorajou Miller a diminuir a população carcerária o máximo possível. Miller afirmou que cerca de 300 a 400 detentos serão libertados por semana ou transferidos para o sistema de Justiça iraquiano.
Todos os prisioneiros sob o controle dos Estados Unidos serão removidos da prisão de Abu Ghraib até o final do mês e um novo complexo será construído para promover melhores condições de vida.
Kerbala, Iraque - Alguns milicianos do clérigo xiita radical Moqtada al-Sadr invadiram ontem uma delegacia da cidade santa xiita de Kerbala e levaram as armas, segundo uma fonte policial.
''Vários milicianos do Exército do Mehdi, aproveitando que havia poucos policiais, assumiram o controle da delegacia, levaram dois veículos e grande quantidade de armas'', declarou à AFP o porta-voz da polícia de Kerbala Rahmán Mechaui, acrescentando que ''continuavam ali'' durante a noite.
Segundo o policial, apenas um oficial e cinco agentes estavam na delegacia quando ocorreu o ataque, enquanto os outros 300 membros da brigada efetuavam patrulhas.
Em outra ação, três civis morreram e quatro foram feridos por disparos de tanques da coalizão contra um grupo de milicianos, informou um médico de Kerbala, situada a 110 km ao sul de Bagdá.
O diretor do hospital, Ali Ardaui, informou que ''três pedestres morreram e quatro foram feridos quando um tanque da coalizão abriu fogo contra uma posição controlada por milicianos''.


