Forças britânicas iniciam a luta para conquistar Basra
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segunda-feira, 31 de março de 2003
France Presse 
Arredores de Basra, Iraque Centenas de fuzileiros navais britânicos lutavam contra soldados das forças iraquianas, ontem de manhã, perto de Basra, segundo seus oficiais, para quem esta ofensiva que começou domingo é o início da ''verdadeira'' batalha pelo controle da cidade.
Domingo, cerca de 600 homens do comando dos Royal Marines começaram uma operação para tomar Abu al-Jassib, que fica a cerca de 10 km a sudeste de Basra, disseram os oficiais a um jornalista ''incorporado'' ao Exército britânico.
Este assalto dos comandos constitui o primeiro ataque verdadeiro da infantaria na batalha pelo controle de Basra, a grande cidade do Sul do Iraque, que fica a 500 km a sudeste de Bagdá, que resiste à coalizão há mais de uma semana.
Até agora, as incursões dos atacantes na cidade tinham sido realizadas por unidades motorizadas e blindados. O general de brigada Jim Dutton afirmou que o objetivo desta operação é pressionar os opositores do regime de Saddam Hussein a se rebelarem, mostrando que as forças da coalizão têm realmente a intenção de se apoderar da cidade.
De Basra, o correspondente da rede de tevê Al-Jazeera afirmou que aviões da coalizão sobrevoavam a cidade e suas proximidades ontem de manhã, adiantando ter escutado várias explosões, principalmente vindas de Abu Al-Jassib. A visibilidade era muito ruim, devido ao vento carregado de pó, acrescentou.
O assalto dos comandos foi lançado domingo de madrugada, primeiro por três companhias de cerca de 120 homens cada uma, com o objetivo de encurralar os iraquianaos em Shatt el-Arab, alguns quilômetros ao norte.
Apesar da ''boa acolhida'' dos moradores de Abu al-Khasib, segundo este oficial britânico, o terreno continua sendo perigoso, com emboscadas de franco-atiradores para impedir o avanço britânico.
As tropas da infantaria estão apoiadas pelos tanques Challenger II, veículos de reconhecimento blindados e helicópteros de ataque. Entretanto, estes não impedem as respostas dos iraquianos.


