Reuter
As forças armadas colombianas foram colocadas ontem em alerta máximo para garantir a realização das eleições legislativas do domingo, depois que a guerrilha intensificou uma campanha para sabotar o pleito. O comando das forças militares informou ontem em Bogotá que todos os efetivos do Exército, da Força Aérea, da Marinha e da polícia permanecerão em seus postos como parte do chamado ‘‘Plano Democracia’’.
O decretado aquartelamento suspende as permissões de saída, férias e licenças aos membros das forças armadas que estejam designados para a vigilância de candidatos, sedes partidárias, instituições governamentais, sedes diplomáticas e locais básicos para infra-estrutura de comunicações e de energia.
O deslocamento das tropas se realiza em meio a fortes medidas de segurança adotadas logo depois que a guerrilha atacou um comboio militar no departamento de Norte de Santander, matando oito soldados e um civil.
Nas eleições legislativas, 20,7 milhões de eleitores estão aptos a eleger 102 senadores e 161 membros da Câmara dos Deputados por um período de quatro anos. Enquanto se intensificam as medidas de segurança e o estado de alerta das forças armadas, a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) aumentam suas hostilidades para sabotar as eleições.
Ao ataque à patrulha do exército no nordeste do país se somou uma campanha de sequestros de pelo menos 14 prefeitos por parte da guerrilha, que busca impedir a realização normal das eleições.
O governo do presidente Ernesto Samper fez um apelo aos colombianos para que rechassem a violência da guerrilha e suas intenções de sabotar as eleições, comparecendo às urnas em massa.

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