Força multinacional vai intervir no Haiti
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quinta-feira, 04 de março de 2004
Das agências 
Montreal, Canadá - Representantes militares de nove países dispostos a integrar uma força multinacional de segurança para o Haiti se reuniram ontem nos Estados Unidos para acertar modalidades práticas, como a quantia de materiais e efetivos necessária para a missão, informaram funcionários canadenses.
A reunião foi realizada nos quartéis do Comando Sul dos Estados Unidos em Miami, declarou o porta-voz da diplomacia canadense, Patrick Riel. Os nomes dos países envolvidos não foram revelados, mas já se sabe que Estados Unidos, França, Canadá e Chile enviaram forças ao Haiti, cujo presidente, Jean-Bertrand Aristide, teve de renunciar sob a pressão de uma revolta popular e saiu do país domingo passado, em circunstâncias ainda confusas.
O Brasil também deverá participar a força multinacional. Em conversa por telefone ontem no início da tarde o presidente da França, Jacques Chirac, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil está à disposição da ONU para o envio dos soldados durante as ações de paz, previstas para terem início daqui a três meses.
Segundo o porta-voz da Presidência, André Singer, o presidente Chirac defendeu que o Brasil assuma a liderança de todas as forças de paz no Haiti. ''O presidente Chirac disse que na segunda etapa das operações internacionais de paz é fundamental a participação de tropas brasileiras. Ele que o Brasil assumisse o controle dessa força a ser composta de contingentes canadenses, franceses, norte-americanos, dos países da Comunidade Caribenha e argentinos, além dos brasileiros'', disse o porta-voz.
A idéia de o Brasil comandar as forças de paz, segundo Chirac, também é defendida pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan. Diante do pedido, o presidente Lula garantiu que o Brasil está à disposição da ONU para exercer o comando das tropas no Haiti, se necessário. ''O presidente Lula disse que o Brasil fica honrado para essa indicação'', disse Singer.


