Força de elite pronta para a batalha
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de setembro de 2001
Roberto Godoy<bR> Agência Estado<br> De Washington 
Os melhores guerreiros do mundo são condecorados sem festa e suas missões secretas são irregulares. Raramente constam do histórico dos oficiais e soldados. Podem envolver, por exemplo, combate antiterror, invasão furtiva de território estrangeiro, sabotagem, atentados e, com frequência, assassinato. Ainda assim, formam um recurso importante para 50 países que mantêm tropas desse tipo sob 76 comandos diversos.
Nos Estados Unidos, é uma força de elite pronta, letal e cara: só em 2001 o Pentágono vai gastar US$ 4,4 bilhões de dólares do orçamento de Defesa com os 30 mil homens e mulheres das unidades de operações especiais. No ano 2000 o custo foi de US$ 3,3 bilhões.
Sem rosto e sem nome públicos, os integrantes dessas equipes de perfil nebuloso foram os primeiros a reagir pouco depois do ataque às torres gêmeas do World Trade Center, quando elas queimavam sob o céu de Nova York mas ainda não haviam caído.
Treinados para manter-se informados em tempo integral e em contato com suas bases, mesmo durante as férias ou nos dias livres, 2,2 mil combatentes de elite que estavam de folga já haviam registrado sua posição em vários pontos do planeta 40 minutos depois do choque do segundo avião contra o WTC, às 10h03. Alguns deles foram encontrados bem longe de casa.
No Afeganistão, é essa tropa dos EUA que assumirá as principais operações da ação terrestre que se seguirá ao bombardeio de destruição da aviação e dos mísseis americanos sobre os alvos estratégicos, as cidades do Taleban e os refúgios do Al-Qaeda nas montanhas.
''A Grã-Bretanha mantém dois dos melhores grupos do mundo, o Special Air Service, SAS, da força aérea, e o Special Boat Service, SBS, da Marinha'', afirma o historiador militar britânico Emerich Nolan. Os dois serviços atuarão em conjunto na Ásia Central.


