Cadetes e graduados da Força de Defesa de Timor Leste marcharam no último domingo, da catedral até o cemitério de Santa Cruz, em Díli, para homenagear os mortos da resistência no Dia das Forças Armadas de Libertação de Timor Leste (Falintil).
Pela primeira vez, os homens do futuro exército timorense saíram do seu centro de treinamento em Metinaro, para uma marcha pelas ruas da capital, mas o desfile dos cerca de 400 militares não atraiu as atenções da população. E foi debaixo de um estranho e pesado silêncio que os membros da Força de Defesa cumpriram em meia hora o percurso que liga dois dos mais simbólicos locais de Díli, detendo-se, finalmente, junto do espaço que, no cemitério, evoca os mortos da resistência para a deposição de coroas de flores com que a tropa regular timorense homenageou as extintas Falintil.
Coube ao líder histórico timorense, Xanana Gusmão, e ao administrador transitório do território, Sérgio Vieira de Mello, a deposição das primeiras flores, em forma de coração, num ato que contou com a presença de militares de váários países.
O ato religioso foi conduzido pelo padre José Antônio, que se serviu do sermão da Montanha para pedir aos fiéis que utilizem ''de uma forma não egoísta os bens'' que eventualmente detenham.

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