Força aérea líbia foi destruída, diz comandante
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Folhapress 
São Paulo - Aviões da coalizão internacional destruíram totalmente a força aérea do ditador líbio, Muamar Kadafi, e voam livremente dentro do espaço aéreo do país, atacando tropas no solo em qualquer local onde a população civil esteja sob ameaça, disse ontem um alto comandante militar britânico.
''Nós estamos agora fazendo pressão incessante sobre as forças armadas líbias'', disse o comandante Greg Bagwell, segundo relato por escrito feito em uma base aérea no sul da Itália, onde jatos britânicos estão baseados. ''Efetivamente, a força aérea [de Kadafi] não existe mais como força de combate, e o sistema de defesa aérea está gravemente deteriorado, de forma que podemos operar livremente no espaço aéreo livre'', escreveu ainda Bagwell.
Ele relatou ainda que devem haver algumas mudanças na estrutura de comando das forças aliadas, mas que a operação continuará de forma semelhante. Mais cedo, os aviões da coalizão bombardearam as forças de Kadafi perto da cidade de Misrata, onde rebeldes da oposição enfrentam uma forte ofensiva. Ao menos 90 teriam morrido no ataque.
A manhã de ontem foi marcada por explosões e artilharia pesada antiaérea em Trípoli em mais um dia de ofensiva internacional contra as forças de Kadafi. A região atingida tem uma grande base militar - um dos alvos prioritários da operação Aurora da Odisseia.
Chefe de governo
Os rebeldes líbios designaram Mahmoud Jabril como chefe de governo interino, no que sinaliza uma mudança na estratégia seguida até agora pelo Conselho Nacional Transitório (CNT), criado em 27 de fevereiro, informou a rede de TV árabe Al Jazeera.
Segundo a TV, o novo presidente provisório, que estava à frente do comitê de crise para assuntos militares e exteriores, assumirá a tarefa de nomear seus ministros. Até agora, Jabril havia desempenhado a representação exterior do CNT e tinha viajado a Paris para se encontrar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy - primeiro país a reconhecer oficialmente a autoridade dos rebeldes.


